Queimaduras Solares em Cães

Os cãezinhos podem ser expostos ao sol em diversas situações no dia, seja na hora de correr e brincar no quintal ou durante os passeios, por exemplo. É claro que o contato com a luz solar é muito importante para esses bichinhos, mas quando muito forte ou em excesso pode fazer mal e provocar graves queimaduras na pele deles. Essas queimaduras formam lesões, as quais são conhecidas também como dermatite solar.

Trata-se de uma reação fototóxica, que resulta em um problema de pele de origem ambiental, o qual ocorre quando existe exposição contínua aos raios UV. Esse mal pode se dar pela incidência direta ou pela radiação refletida (neve, areia, etc.). Devido às mudanças atmosféricas, o número de casos com esse tipo de doença é crescente no mundo.

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Queimaduras Solares em Cães

Geralmente, as primeiras lesões costumam aparecer nas regiões mais sensíveis, como ponta do focinho e orelhas. Indiferente dos humanos, os sinais notados no início são a pele avermelhada e descamando. Nesta fase é normal o cãozinho não se mostrar incomodado, ainda. Em seguida poderá ocorrer de a pele nova do local nascer bem fina e um pouco edemaciada. A partir daí os cuidados são extremamente importantes, caso contrário, a tendência é evoluir para a formação de crostas, erosões, queda de pelos, pele grossa, entre outros sinais mais graves, que deixarão o pet bastante incomodado, com dor e coceira intensa no local, levando a formação de úlceras.

É importante saber que qualquer lesão encontrada no corpo do pet é suficiente para leva-lo ao médico veterinário, assim o cãozinho poderá ser tratado adequadamente. Assim que diagnosticada uma possível dermatite solar no animal, recomenda-se evitar ao máximo a exposição ao sol. Os passeios, por exemplo, devem ser feitos bem cedo ou ao entardecer; quando solto no quintal, o cachorro deve ficar longe de locais com acesso a luz solar direta, podendo ser solto somente após o pôr do sol.

Enfim, as recomendações do médico podem variar de acordo com o nível que se encontra a dermatite. Quando mais leve, pode ser que o profissional apenas oriente a limpeza e proteção da ferida. Já nos casos mais graves existem outros tratamentos de pele, os quais podem envolver até mesmo o uso de antibióticos para curar possíveis infecções.

Cuidar da saúde e bem-estar do pet é essencial, e, como prevenção, é importante o uso de protetores solares nas regiões mais desprotegidas, como focinho e orelhas. Qualquer cãozinho está sujeito a ser acometido por essas dermatites, mas os com pele e pelos mais claros são mais propensos.

Sobre o autor

Dr. Marcio Waldman

Dr. Marcio Waldman

Medico veterinário, diretor e fundador do www.petlove.com.br. Formado em 1988 pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP e pós graduado em latu sensu em odontologia veterinária, foi secretário geral da Anclivepa SP (associação nacional de clínicos veterinários de pequenos animais) e sócio fundador do Simpavet (sindicato patronal dos médicos veterinários). Atuou como clínico veterinário de pequenos animais de 1988 a 2005 em São Paulo, e em 2005 terminou a atividade na clinica para se dedicar exclusivamente ao Pet Love.

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